A profissão que forma profissões a beira da extinção
Segundo
algumas reportagens que vemos pela web a educação no nosso país teve
várias modificações que vem dificultando muito a vida dos profissionais da educação,
desde quem já está exercendo a profissão aos futuros professores, que
com as mudanças não tem muitas expectativas de segurança na futura
profissão.A desvalorização da profissão docente é resultado de uma
política publica sem qualidade, perda de valores familiares,
desinteresse dos alunos, juventude alienada com interesse em assuntos e
culturas banais e etc. Além de todos os problemas no ambiente escolar há
também a má formação desses profissionais, nas faculdades e
universidades do país a formação docente não é realizada na prática e
muita das disciplinas estudadas não tem muito a ver com aquilo que se
vai ensinar em sala de aula, formando assim um profissional despreparado
para o mercado de trabalho e o mercado de trabalho docente tem
exigências que esse profissional com certeza nem nunca viu em sua
formação. Vamos ver um exemplo: a Licenciatura em Letras
Português/Inglês na maioria das faculdades não forma o docente para
ensinar inglês avançado e quando esse docente vai procurar uma vaga é só
isso se pede além de vários anos de experiência, desde o estágio para
concorrer a uma vaga é pedido inglês fluente, o que deixa o profissional
sem opção de vaga, levando-o assim a desistir da profissão.
Para o governo ser professor é ter “Notório Saber”
No ano passado foi assinado a Medida Provisória 746 que alterou artigos da LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e o que vem sendo discutido pelos profissionais é o artigo 61 que trata
do que se considera um “profissional da educação” acrescenta:IV–profissionais com Notório Saber reconhecido pelos respectivos sistemas
de ensino para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação para
atender o disposto no inciso V do caput do art. 36. O artigo 36 trata do
Currículo do Ensino Médio, o inciso V trata do ensino técnico e
profissional. Ou seja, de acordo com a MP o futuro professor do ensino
técnico deverá demonstrar o “Notório Saber” sobre a
área em que vai ministrar, trocando em miúdos um engenheiro pode dar
aula de matemática, um jornalista pode dar aula de Língua Portuguesa, o
que significa mais concorrentes para os licenciados e mais uma vez o Governo desvaloriza os profissionais de educação
que tem no país, tirando todas as vagas possíveis para esses
profissionais e não venha dizer que não há profissionais na área pois
isso é conversa para boi dormir tem muito profissional na área o que não
tem é a valorização desses profissionais que acabam escolhendo outros
ramos para trabalhar por falta de vagas, valorização salarial e melhores
condições de trabalho em sala de aula, o que vejo é a extinção daqui
uns tempos dessa profissão que um dia teve valor para os cidadãos desse
país.Desvalorizando o profissional da educação será o caos para uma
educação que vem se degradando ao longo dos anos e com tantos problemas
com certeza não haverá mais solução, não adianta colocar profissionais
de outras áreas para ser professor com “notório saber” essa com certeza
não é a solução e sim a extinção da educação, professor não se faz em um
dia ou em algumas horas, se leva de 3 há 4 anos para se licenciar e é
pouco para uma formação com excelência, imagina então um profissional
que não tem essa noção, que não estudou para isso , realmente o Governo
não quer uma educação de qualidade nesse país.
