domingo, 22 de janeiro de 2017

A profissão que forma profissões a beira da extinção




Segundo algumas reportagens que vemos pela web a educação no nosso país teve várias modificações que vem dificultando muito a vida dos profissionais da educação, desde quem já está exercendo a profissão aos futuros professores, que com as mudanças não tem muitas expectativas de segurança na futura profissão.A desvalorização da profissão docente é resultado de uma política publica sem qualidade, perda de valores familiares, desinteresse dos alunos, juventude alienada com interesse em assuntos e culturas banais e etc. Além de todos os problemas no ambiente escolar há também a má formação desses profissionais, nas faculdades e universidades do país a formação docente não é realizada na prática e muita das disciplinas estudadas não tem muito a ver com aquilo que se vai ensinar em sala de aula, formando assim um profissional despreparado para o mercado de trabalho e o mercado de trabalho docente tem exigências que esse profissional com certeza nem nunca viu em sua formação. Vamos ver um exemplo: a Licenciatura em Letras Português/Inglês na maioria das faculdades não forma o docente para ensinar inglês avançado e quando esse docente vai procurar uma vaga é só isso se pede além de vários anos de experiência, desde o estágio para concorrer a uma vaga é pedido inglês fluente, o que deixa o profissional sem opção de vaga, levando-o assim a desistir da profissão.


Para o governo ser professor é ter “Notório Saber”


No ano passado foi assinado a Medida Provisória 746 que alterou artigos da LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e o que vem sendo discutido pelos profissionais é o artigo 61 que trata do que se considera um “profissional da educação” acrescenta:IV–profissionais com Notório Saber reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação para atender o disposto no inciso V do caput do art. 36. O artigo 36 trata do Currículo do Ensino Médio, o inciso V trata do ensino técnico e profissional. Ou seja, de acordo com a MP o futuro professor do ensino técnico deverá demonstrar o “Notório Saber” sobre a área em que vai ministrar, trocando em miúdos um engenheiro pode dar aula de matemática, um jornalista pode dar aula de Língua Portuguesa, o que significa mais concorrentes para os licenciados e mais uma vez o Governo desvaloriza os profissionais de educação que tem no país, tirando todas as vagas possíveis para esses profissionais e não venha dizer que não há profissionais na área pois isso é conversa para boi dormir tem muito profissional na área o que não tem é a valorização desses profissionais que acabam escolhendo outros ramos para trabalhar por falta de vagas, valorização salarial e melhores condições de trabalho em sala de aula, o que vejo é a extinção daqui uns tempos dessa profissão que um dia teve valor para os cidadãos desse país.Desvalorizando o profissional da educação será o caos para uma educação que vem se degradando ao longo dos anos e com tantos problemas com certeza não haverá mais solução, não adianta colocar profissionais de outras áreas para ser professor com “notório saber” essa com certeza não é a solução e sim a extinção da educação, professor não se faz em um dia ou em algumas horas, se leva de 3 há 4 anos para se licenciar e é pouco para uma formação com excelência, imagina então um profissional que não tem essa noção, que não estudou para isso , realmente o Governo não quer uma educação de qualidade nesse país.